CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de Lulinha; sessão termina em confusão

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O requerimento, apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), foi aprovado como parte de um pacote com dezenas de outros pedidos votados em bloco — totalizando cerca de 87 requerimentos. A medida tem como base indícios e mensagens interceptadas, que apontariam repasses financeiros relacionados a Lulinha no contexto das investigações sobre supostas fraudes e descontos indevidos no INSS.

Sessão marcada por tumulto

Logo após a aprovação da quebra de sigilo, a sessão da CPMI foi marcada por grande confusão entre parlamentares. Deputados e senadores da base governista se aproximaram da mesa diretora para protestar contra a aprovação, resultando em empurra-empurra e troca de acusações. Em alguns momentos, testemunhas relataram gestos mais agressivos entre congressistas, o que levou à suspensão temporária da reunião e à interrupção da transmissão pela TV Senado.

Alguns parlamentares contrários à decisão afirmaram que houve irregularidades no procedimento de votação, e já anunciaram que podem entrar com pedido de anulação do resultado. Do lado da oposição, parlamentares comemoraram a decisão, defendendo a necessidade de aprofundar a investigação.

Contexto da investigação

A CPMI foi instalada para apurar supostas fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários, que teriam causado prejuízo bilionário a aposentados e pensionistas. A inclusão do nome de Lulinha nas investigações ocorre após a divulgação de reportagens que mencionam possíveis transações financeiras entre ele e pessoas ligadas ao esquema investigado, como o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Até o momento, Lulinha não foi formalmente indiciado em nenhum inquérito principal, e a defesa afirma que não há provas de participação em desvios ou irregularidades. Ela também informou que ele se coloca à disposição para esclarecimentos assim que tiver acesso aos autos do processo.

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