Governo do Estado decreta emergência em Rio Negro e Coxim após fortes tempestades
O governador Eduardo Riedel oficializou, por meio de decreto publicado nesta quinta-feira (26) no Diário Oficial do Estado, o reconhecimento de situação de emergência nos municípios de Rio Negro e Coxim. As duas cidades enfrentam sérios prejuízos provocados por tempestades intensas que atingiram tanto áreas urbanas quanto rurais.
O decreto estabelece validade de 180 dias, contados a partir das declarações de emergência emitidas pelas prefeituras. Durante esse período, os órgãos estaduais poderão atuar de forma integrada, sob coordenação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC/MS), com medidas emergenciais para minimizar os impactos à população.
A medida também permite a dispensa de processos licitatórios, conforme prevê a legislação, agilizando a contratação de serviços e aquisição de materiais indispensáveis ao atendimento das famílias afetadas.
Prejuízos e evacuações
Em Rio Negro, o volume acumulado ultrapassou 200 milímetros de chuva, provocando a destruição e interdição de pontes, o que comprometeu o acesso de moradores a serviços básicos e deixou diversas famílias isoladas.
Já em Coxim, a elevação do nível do Rio Taquari resultou em alagamentos expressivos. Moradores precisaram deixar suas residências, contando com o apoio de equipes de resgate e militares do Exército nas regiões mais atingidas. Segundo o prefeito Edilson Magro, o rio chegou a atingir a marca de cinco metros, afetando principalmente comunidades ribeirinhas e áreas centrais do município.
Entre os danos contabilizados estão estradas e pontes destruídas, imóveis invadidos pela água, além de prejuízos ao comércio e à infraestrutura pública. Espaços comunitários foram adaptados para abrigar temporariamente os desalojados.
Situação em Corguinho
Outro município impactado pelas chuvas recentes foi Corguinho, que já havia decretado emergência no último dia 5 de fevereiro, após registrar 238 milímetros de precipitação. Na ocasião, a ponte sobre o Rio Caboclo foi destruída, deixando regiões isoladas.
As autoridades estaduais seguem monitorando as condições climáticas e reforçando as ações de assistência às comunidades atingidas.
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